Adiada votação do novo modelo do setor elétrico
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2004
Agência Estado 
Brasília - O carnaval e a crise política adiaram de ontem para o dia 2 de março a votação do novo modelo do setor elétrico no Senado. O adiamento foi decidido pelos relatores das duas medidas provisórias que estabelecem as novas regras, Delcídio Amaral (PT-MS), da MP 144 - que trata das regras de comercialização - e Rodolpho Tourinho (PFL-BA), da MP 145, que cria a Empresa de Planejamento Energético.
Apesar do atraso, governo e oposição estão mais próximos de obter um acordo sobre a matéria que tranquilize um pouco mais os investidores. Ontem, os dois relatores passaram mais de cinco horas com a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, tentando fazê-la aceitar algumas das mudanças pedidas pelas entidades do setor.
''Levamos as preocupações que tínhamos e a ministra Dilma entendeu que poderia melhorar o texto'', disse Amaral. Segundo ele, as mudanças terão o objetivo de garantir a saúde financeira das empresas elétricas, pois essa é uma condição para garantir financiamentos para os novos projetos. ''Houve uma evolução grande nesse texto'', disse Amaral.
Tourinho, que tornou-se um dos porta-vozes das entidades privadas nas negociações, defendia o adiamento antes mesmo da reunião com Dilma. ''Seria mais prudente'', argumentava o senador, dizendo que era preciso aprofundar as discussões. ''Ainda precisamos de tempo para conversar.''
Após o carnaval, as duas medidas provisórias serão prioridade na pauta do Senado. No dia 6 de março, se não tiverem sido aprovadas no Senado e referendadas pela Câmara, terão de ser reeditadas por mais 60 dias pelo Executivo. Mas Tourinho não acredita que isso será necessário. Hoje, os dois senadores terão nova reunião com a ministra, para concluirem o relatório da MP 144, o mais polêmico.


