O debate sobre o ajuste fiscal na Argentina poderá ser atrasado vários dias, ficando para este fim de semana ou início da semana que vem. Ontem, líderes dos principais partidos políticos discutiam se o Senado votaria na noite da quarta-feira o pacote, como quer o presidente Fernando de la Rúa.
O ajuste implicará na redução em 13% dos salários dos funcionários públicos e das aposentadorias acima de US$ 500, além do aumento de impostos sobre as empresas de serviços.
Com este ajuste, o governo pretende conseguir déficit fiscal 0% de forma imediata, e assim, acalmar os mercados. De la Rúa está com problemas em dois fronts. Por um lado não consegue o consenso dentro de seu próprio partido, a União Cívica Radical (UCR) em relação ao ajuste. Um terço dos senadores da UCR anunciou que votará contra o ajuste.
Além disso, De la Rúa também enfrenta resistências no partido Justicialista (mais conhecido como ‘‘Peronista’’), da oposição. Os peronistas querem elevar o piso do ajuste de US$ 500 para US$ 1.000.
Mais de 1.500 piqueteiros de todo o país reuniram-se na Grande Buenos Aires. A conclusão foi a de que a partir da terça-feira que vem serão realizados 50 piquetes simultâneos em estradas de todo o país, em protesto contra o ajuste fiscal. O porta-voz do presidente De la Rúa, Juan Pablo Baylac, declarou que o governo ‘‘garantirá a livre circulação’’. (AE)

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