O Banco Central (BC) decidiu jogar para o primeiro trimestre de 2002 as privatizações dos bancos estaduais de Santa Catarina, Ceará e Piauí. ''Estamos fazendo isto por problemas meramente burocráticos. Não tem nada além disso'', disse o diretor de Finanças Públicas e Regimes Especiais do BC, Carlos Eduardo de Freitas, ao ser indagado pela Agência Estado se o adiamento tinha alguma motivação política.
O presidente de honra do Partido dos Trabalhadores (PT), Luis Inácio Lula da Silva, já afirmou publicamente que qualquer privatização realizada no próximo ano poderá ser encarada como uma maneira de formar caixa de campanha para a candidatura oficial nas eleições presidenciais de outubro de 2002.
A expectativa inicial do BC era realizar a venda das três instituições sob controle do Tesouro Nacional em função das renegociações das dívidas dos estados com a União até o final deste ano. ''Esta era a nossa expectativa. Mas, não vai dar'', disse Freitas.
As privatizações dos bancos de Goiás e da Paraíba também serão retardadas e a nova previsão é de que os leilões sejam feitos somente em outubro próximo. A expectativa inicial do BC era fazer a venda dos dois bancos entre julho e setembro.

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