Adiada decisão sobre exportação de soja modificada
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sexta-feira, 25 de abril de 2003
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba O Conselho de Autoridade Portuária (CAP), órgão vinculado ao Porto de Paranaguá, transferiu para o final de maio a avaliação se o porto deverá exportar soja transgênica ou não. A proposta proibindo o trânsito de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) em Paranaguá, feita pelo economista Luiz Antonio Fayet, não foi apreciada ontem, em virtude da posse do novo presidente do órgão, José Carlos Mendes.
Mendes foi indicado pelo Ministério dos Transportes e assumiu o cargo com a promessa de tornar o órgão bastante atuante. O CAP é um fórum de representantes de blocos com interesses no porto, como usuários, operadores, trabalhadores e governos (federal, estadual e municipal). Os integrantes do CAP reúnem-se mensalmente para decidir e avaliar as políticas executadas pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA).
Segundo Mendes, o CAP vai cobrar maior investimentos públicos no porto paranaense, que está há mais de 10 anos sem receber esse tipo de investimento. Os investimentos feitos no porto nos últimos anos foram feitos pela iniciativa privada. O Ministério dos Transportes deverá repassar R$ 180 milhões ao Porto de Paranaguá, que serão investidos na ampliação do cais oeste.
Mendes disse que o CAP estará atento na fiscalização da aplicação desses recursos e pretende influenciar diretamente para estimular a concorrência no porto, com objetivo de reduzir as tarifas portuárias e, consequentemente, o custo Brasil.


