Curitiba- Os funcionários da Companhia Paranaense de Energia (Copel) que atuam em Curitiba e Foz do Iguaçu realizaram uma paralisação de 24 horas que começou ontem às 6 horas. Os trabalhadores atuam como eletricistas, dirigem veículos a trabalho e fizeram a manifestação para protestar contra a mudança no critério de pagamento pela dupla função. Hoje, eles devem voltar ao trabalho a partir das 6 horas da manhã.
O presidente do Sindicato dos Eletricitários de Curitiba (Sindenel), Vilmar Alves, disse que um acordo que existe há 25 anos, garantia que estes funcionários recebessem, além do salário normal, metade do valor do salário de um motorista. Segundo ele, em abril, a Copel passou a pagar os funcionários apenas pelas horas que eles estivessem realmente dirigindo. Alves destacou que os funcionários tiveram perdas de 50% a 60% nos salários. O piso inicial dos eletricistas é cerca de R$ 800.
Segundo o sindicato, a adesão em Curitiba foi de 100% e contou com 100 tralhadores que prostestaram na unidade da Copel do bairro Santa Quitéria. Em Londrina, Alves disse que a adesão foi alta mas os trabalhadores aceitaram a proposta da companhia. ''Estamos mobilizados e vamos manter o estado de greve'', disse. Segundo ele, não houve prejuízo com a paralisação porque os serviços essenciais foram mantidos.
A Copel esclareceu que não houve prejuízo algum ao serviço e à população. A estatal informou que a adesão em Curitiba foi de 50 funcionários e, em Foz do Iguaçu de 30.
A estatal informou ainda que anteriormente a remuneração era feita manualmente pelos eletricistas através de relatório escrito. Agora, um dispositivo eletrônico colocado nos veículos mostra o tempo que o funcionário dirigiu o carro, o que não permite fornecer dados imprecisos.

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