A previdência privada vale a pena para quem começa cedo, antes do 30 anos de idade, o que permite fazer contribuições mensais de valores razoáveis. A afirmação é da advogada especializada em Direito Previdenciário, Cláudia Salles Vilela Vianna. Ela explica que o plano deve ser de longo prazo, ou seja, com mais de 15 anos. Se a pessoa começa tarde precisa pagar um valor muito alto por mês para ter um bom rendimento no final, o que não vale a pena.
Antes de assinar o contrato é preciso verificar se a empresa não está falindo e se tem tempo de atuação na área. Ela destacou que a previdência privada não desobriga a pessoa de pagar a previdência pública, ou seja, o INSS. Quem não contribui para a Previdência Social pode ter detenção de dois a cinco anos e pagar multa. O valor da contribuição para o INSS, no caso dos autônomos, é de 20% sobre o rendimento. Ela lembrou que este tipo de dívida prescreve em cinco anos. Desta forma, estão em vigor os débitos de janeiro de 2004 até agora para quem está inadimplente com o INSS.
Outra dica dela é acompanhar os balanços divulgados pelas empresas. ''Na menor notícia de que a empresa vai quebrar, o cliente deve tirar o dinheiro'', disse Cláudia.
A jornalista Milena Miziara, 35 anos, tem um plano de previdência de 30 anos. ''Eu não quero ficar na mão do INSS. Não sabemos o que vai ser a previdência pública quando formos aposentados'', disse. A contribuição mensal dela é de R$ 290. Ela conta que começou pagando R$ 150 por mês e, quando o salário teve reajuste, aumentou o valor da contribuição.
Milena assinou o contrato há cinco anos e fez um cálculo para ter um valor na aposentadoria semelhante ao do salário atual. ''Eu gosto de economizar, de poupar e o plano está bem incorporado no meu orçamento'', contou. Apesar disto, ela disse que não deixou de contribuir para a previdência pública.(A.B.)

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