Adega estimula ação social de empregado
PUBLICAÇÃO
domingo, 11 de março de 2001
Cláudia Lopes De Londrina 
A ex-professora de literatura Estella Baggio Giacóia, que desde 1995 é proprietária da Adega Perfumada, em Londrina, é um exemplo de empresária com visão social. No máximo a cada 60 dias, ela e seus funcionários visitam um asilo do município, levando alimentos e presentes da Adega para os velhinhos. É uma ação espontânea. Os 33 funcionários não são obrigados a participar do projeto. Mas a maioria vai ao asilo e muitos ainda levam a família para conhecer de perto a realidade dos idosos.
Todos os meses a empresa também distribui cesta básica para uma pessoa carente, escolhida aleatoriamente. É uma forma de contribuir com a comunidade, disse Estella. Para ela, o empresariado deve focar mais sua atenção no social, estimulando ações para a formação de mão-de-obra e preservação do meio ambiente. Todos os materiais descartados pela Adega Perfumada são reciclados. Além disso, compramos embalagens de Apaes feitas com material reciclado.
Com o objetivo de evitar a poluição, a empresa oferece descontos para os clientes que reutilizam frascos de perfumes. Nosso produto é ecologicamente correto. A pessoa compra o frasco uma vez e depois paga apenas pelo líquido, contou a empresária. Não podemos esquecer que o vidro leva milhares de anos para se desintegrar na natureza.
A Adega trabalha com sistema de self service de perfumes. Eu queria democratizar a perfumaria no Brasil. Na loja, as pessoas escolhem o que vão levar pelo gosto e pelo bolso, disse. A empresa dispõe de 60 fragâncias e 35 tipos de frascos, com tamanhos que variam de 10ml a 100ml. A embalagem de perfume de 10ml custa R$ 4,20. Com a reutilização do frasco, sai por R$ 3.
No próximo ano a empresária pretende colocar em prática um novo projeto a Colméia Produtiva , que vai funcionar como uma mini-incubadora de artesões. Quero criar uma associação onde os artesões trabalhem na produção de cheiros, experimentos, no desenvolvimento de perfumes e embalagens para a Adega e que ainda funcione como uma escola de artesanato para preparar mão-de-obra para o mercado de trabalho. Estella teve a idéia de criar a Colméia no ano passado quando resolveu contratar uma artesã para pintar as embalagens da Adega, cujo marido tinha acabado de perder o emprego. Com esta oportunidade, a vida desta pessoa se transformou. Além de começar a trabalhar com o marido, ela teve que contratar outras pessoas para conseguir dar conta dos pedidos.


