Brasília - De acordo com o gerente de exportações da Volkswagen do Brasil, Leonardo Soloaga, pequenas adaptações têm ajudado a influenciar os compradores de lá. ''O radiador é mais forte para suportar as altas temperaturas. O motor sofreu ajustes para funcionar com gasolina pura - já que no Brasil há mistura de álcool no combustível - e preferencialmente pintamos os carros com cores discretas, como branco, preto e cinza. Eles não gostam muito de cores chamativas'', destaca. Soloaga salienta que, em razão da atual cotação do dólar, o preço do carro brasileiro, com a mesma qualidade dos concorrentes, chega a ser 20% menor.
Outra brasileira que goza do reconhecimento dos árabes é a gaúcha Marcopolo. Vende ônibus urbanos e de turismo, principalmente para a Arábia Saudita. Mas consagrou-se mesmo por fabricar um veículo totalmente voltado ao público islâmico. Dispõe de dois compartimentos, usados para separar os homens das mulheres, e por não contar com teto. Isso para que os fiéis possam rezar e olhar, sem nenhuma barreira, para o céu.
Um setor que nutre grande expectativa em relação à viagem oficial ao Oriente Médio é o da construção civil. Nos anos 70 e 80, empresas brasileiras foram responsáveis por obras em países como Iraque e Síria. Construíram viadutos, estradas e barragens e querem voltar a se destacar no campo da infra-estrutura.

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