Todos os 12 acusados de gestão temerária na administração do Banco Nacional, que prestaram depoimento na terça-feira e ontem na 4ª Vara Federal, disseram ter tomado conhecimento pela imprensa do rombo de R$ 10 bilhões no balanço da instituição. Apesar de assinarem os balanços do Nacional, nenhum deles afirmou saber das contas de natureza 917, que escondiam o rombo na instituição.
Além de Ana Lúcia Magalhães Pinto, outro ex-vice presidente do Nacional, George Lipsztein, entrou no Tribunal Regional Federal (TRF) com um pedido de habeas-corpus para que seu nome fosse retirado da ação penal. Até o final da tarde de ontem, entretanto, o recurso ainda não havia sido julgado. O recurso, segundo o advogado de Lipsztein, Luís Guilherme Vieira, têm como base a denúncia que acusa o executivo de ter assinado os balanços sem conhecê-los melhor.
Acusado na outra ação, que apura gestão fraudulenta no Nacional, Marco Aurélio Diniz, responsável pela auditoria externa feita pela KPMG Auditores no banco, também entrou com um pedido de habeas-corpus no TRF. O recurso foi negado, liminarmente, mas será julgado pelo mérito. A eventual concessão de habeas-corpus para os réus nessa ação penal poderá abrir um precedente para que os outros 13 acusados por gestão temerária entrem com o mesmo recurso.
A principal novidade nos depoimentos foi a emoção com que o ex-diretor de vendas do Nacional, Antonio Fráguas Sobrinho, falou ao juiz Abel Fernandes Gomes sobre o seu envolvimento no caso. Chorando, o ex-diretor disse que não sabia das contas fraudadas.

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