Açúcar líquido é produzido em cinco usinas nacionais
Guto Rocha
De Londrina
Redução de custos e agilidade no processo industrial. Estas são duas das principais vantagens que o açúcar líquido apresenta sobre o produto sólido. Mas, apesar destas vantagens, alguns fatores limitam a expansão do mercado deste novo produto. Segundo o diretor da Procknor Engenharia, Celso Procknor, apenas cinco usinas produzem o açúcar líquido no Brasil. Isso, segundo o técnico, acaba afastando algumas indústrias que temem ficar nas mãos de
alguns poucos fornecedores.
Procknor apresentou ontem em Londrina a palestra Rotas para a produção de açúcar líquido durante o 7º Congresso Nacional da Sociedade dos Técnicos Açucareiros e Alcooleiros do Brasil. Procknor disse que o produto começou ganhar espaço no Brasil há cerca de dois anos, sendo os fabricantes de refrigerantes os maiores consumidores do País, seguidos pelas indústrias de balas e bolachas. O técnico, que representa da empresa francesa Appliexion, que desenvolveu a tecnologia de produção do açúcar líquido, não soube informar o volume produzido no País.
Segundo Procknor, o emprego do açúcar líquido pelas indústrias reduz problemas de armazenagem e perdas, como acontece com o açúcar sólido. Com isso, diz o técnico, as indústrias podem se concentrar apenas na fabricação de seu produto, sem a necessidade de processar o açúcar sólido para só depois utilizá-lo no processo de produção. O açúcar líquido entra direto na linha de produção, afirmou.
Mas se o produto reduz problemas de armazenagem, acaba provocando problemas no transporte por ser líquido. Procknor afirmou que com isso, para se tornar viável, a usina deve ficar próxima ao centro consumidor. A produção tem de estar numa faixa de 300 km das indústrias que a utilizam, afirmou.





