Londres - Os preços globais dos alimentos em junho avançaram para perto das máximas recordes, conforme a forte apreciação do açúcar ofuscou o declínio do complexo de grãos, informou ontem a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
O índice mensal de preço dos alimentos medido pela FAO, que monitora uma cesta de commodities, subiu 1% em junho, para 234 pontos, alta de 39% frente igual período de 2010 e pouco abaixo do recorde de 238 pontos atingido em fevereiro.
O principal fator por trás disso foi o açúcar, cujo indicador saltou 14% na comparação mensal, para 359 pontos. As cotações do produto se distanciaram das mínimas observadas em maio com preocupações de que o envelhecimento dos canaviais e um clima adverso no Brasil podem reduzir a produção abaixo do nível do ano passado. ''A produção no Brasil, o maior produtor mundial de açúcar, está previsto para cair abaixo dos níveis do ano passado'', destacou o organismo das Nações Unidas em seu boletim mensal de preços.
Nesta semana, a trading britânica Czarnikow baixou a projeção da safra brasileira para 535 milhões de toneladas, queda de 40 milhões de toneladas frente à previsão inicial, juntando-se a um grupo de outros analistas que diminuiu as expectativas para colheita deste ano.

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