A Associação Comercial do Paraná (ACP) enviou correspondência à Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), solicitando maior rigor dos bancos no cumprimento das exigências do Banco Central (BC) em relação aos cheques sustados. A direção da entidade está preocupada com o aumento do número de golpes aplicados no comércio paranaense.
O presidente da ACP, Marcos Domakoski, explicou que o golpe vem se tornando cada vez mais comum no Estado. Segundo ele, o consumidor, após comprar uma mercadoria ou serviço, solicita ao banco a sustação de seu cheque. Sem emitir um documento por escrito, como determina a lei, ele alega ao banco desacordo comercial com a loja onde adquiriu o produto e solicita a sustação do cheque. ''Muitos empresários de diversos setores tiveram prejuízos com essa prática'', frisou.
Domakoski reivindicou que os bancos exijam a formalização, por escrito, da sustação do cheque e que informem ao portador do cheque, se confirmada a sustação, os motivos alegados pelo cliente. ''Sabemos que existem os roubos, mas nossa preocupação é com os golpes'', declarou.
O presidente esclareceu que o objetivo dessa solicitação é dar garantias tanto para o comerciante como para o consumidor. Ele completou que não existe intenção de desvalorizar o pagamento com cheques. ''O cheque é a forma mais usual de pagamento e a sua valorização, pela credibilidade, é uma necessidade para seus usuários'', afirmou.
Além do documento enviado ao presidente da Febraban, Gabriel Jorge Ferreira,
a ACP está estudando a viabilidade jurídica da criação de um banco de dados
de cheques sustados que poderá ser consultado por todos os associados da
entidade.
O superintendente técnico da Febraban, Jorge Higashino, disse que a entidade, os bancos e órgãos de defesa do consumidor mantém uma preocupação constante com a questão da aplicação de golpes através de cheques sustados. ''Muitas vezes nós (bancos) também somos vítimas dessa situação'', completou.

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