Vânia Casado
De Curitiba
Emprestar o nome a terceiros para compras no comércio é uma fria. Pelo menos foi o que revelou a pesquisa feita pela Associação Comercial do Paraná ao traçar o perfil dos inadimplentes. Segundo o levantamento, 34,35% das pessoas entrevistadas foram incluídas na lista negra do SCPC (Sistema Central de Proteção ao Crédito) porque emprestaram o nome para parentes e amigos que não quitaram as dívidas.
Para o vice-presidente a ACP, Élcio Ribeiro, o alto percentual de inclusões na lista do SCPC demonstra que quem adota o procedimento de emprestar o nome não tem renda suficiente para arcar com suas despesas. Ele afirma que o lado humano e a solidariedade de parentes e amigos vem prevalecendo. Mas alerta que as pessoas precisam entender que se não conseguem arcar com seus parcelamentos é porque não possuem renda para isso.
A pesquisa ouviu 774 consumidores entre 25 de novembro e 17 de dezembro, que foram ao SCPC para tentar negociar a dívida. Apenas 22,61% responderam ao questinonário que a dívida foi motivada por desemprego e a maioria manifestou a intenção de quitar a dívida, o que representa um indicador positivo. Finalizando o perfil dos consumidores incluídos no SCPC, 58,69% têm renda familiar entre dois a oito salários mínimos, enquanto 50,22% disseram ter vínculo de emprego e 21,74% se declararam autônomos.

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