Quem planeja viajar para a Europa e visitar alguns dos 11 países que adotaram o euro, a moeda única européia, por enquanto terá de levar na carteira o dólar, a moeda corrente do país a ser visitado ou o traveller check em dólar ou na moeda local. É que haverá um período de transição de três anos para que as notas e as moedas de euro entrem em circulação. Assim, elas circularão somente em 1.º de janeiro de 2002. Além disso, no Brasil, somente na primeira quinzena de fevereiro será feito o lançamento de traveller check em euro pela American Express (Amex).
A expectativa é que o traveller em euro facilitará o planejamento da viagem. Isso porque o papel poderá ser usado na Aústria, Bélgica, Finlândia, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Holanda, Portugal e Espanha, sem a necessidade de conversão para a moeda local, o que elimina a cobrança de comissões.
Mas, por enquanto, quem viajar para um desses 11 países já pode ter uma idéia do que será essa nova realidade monetária conhecendo a equivalência entre as moedas e o euro. No caso do Brasil, um euro foi cotado a R$ 1,40, na sexta-feira. A definição dessa paridade pelos 11 países, nesse momento, vai facilitar a comparação de preços de hotel, locação de carro, transporte coletivo, metrô e restaurante em diferentes locais, avalia Elyseu Mardegan, diretor de Vendas de Traveller Checks da Amex (veja alguns exemplos no quadro). Segundo ele, o equilíbrio dos preços em euro entre esses países vai depender das relações comerciais com base na nova moeda e da competitividade entre eles.
Mardegan diz que o lançamento do traveller check em euro tende a reduzir para o turista as perdas na conversão de moeda lá fora. Isso porque, desde 1.º de janeiro, os preços nesses 11 países já estão cotados em euro e na moeda local. Assim, quem levar traveller em euro poderá pagar suas despesas diretamente com o traveller em euro e, se for o caso, o troco será dado em moeda corrente local, diz Mardegan. Mas, como ainda não há esse documento em euro disponível no mercado, ele sugere que o turista leve traveller em moeda corrente de cada país a ser visitado. Nesse caso, a troca pela moeda local poderá ser feita lá fora sem taxa de comissão nos escritórios das empresas emitentes dos travellers.
Há desvantagem em levar o dólar a alguns países europeus, porque aqui o interessado faz a aquisição da moeda pela cotação mais alta e lá fora faz a troca pela cotação mais baixa. Exceto o dólar, a oferta de moedas estrangeiras nas agências bancárias no Brasil é escassa. Além disso, essas moedas, quando são encontradas, têm cotação pouco favorável ao comprador.

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