Acordos comerciais devem elevar exportações
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terça-feira, 07 de janeiro de 2003
Agência Estado 
Brasília A secretária de Comércio Exterior, Lytha Spíndola, afirmou ontem que o resultado de vários acordos comerciais fechados no ano passado refletirá este ano na balança comercial. Segundo ela, os acordos assinados com o México em meados de 2002 entraram em vigor em dezembro. Junto com o acordo comercial fechado com o Chile, que entrou em vigor no segundo semestre de 2002, Lytha acredita que as exportações para estes dois países devem aumentar em torno de US$ 1 bilhão este ano.
Ela destacou ainda os esforços para fechar um acordo com a Comunidade Andina (CAN). No fim do ano, foi assinado um Acordo-Quadro entre Mercosul e CAN. ''Com o amparo deste acordo guarda-chuva, o Brasil já está negociando com o Peru'', lembrou. A secretária destacou também os avanços obtidos na parceria com Cuba. ''Temos muito boas perspectivas para este ano'', disse.
O ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, disse que vai dar prioridade a negociações com mercados como China, Índia e Rússia. Também, segundo ela, o País irá ampliar os esforços de promoção comercial no exterior. Lytha disse que a idéia é enviar analistas de comércio exterior, funcionários do Ministério, para realizarem estágios em embaixadas brasileiras, a exemplo do que fazem o Ministério da Agricultura e a Receita Federal.
Câmbio A secretária afirmou que a flutuação do câmbio não deve afetar o resultado das exportações este ano. Ela explicou que os contratos são assinados com 6 meses e até um ano antes de as exportações serem efetivadas. ''O exportador trabalha com a expectativa futura e não com o dólar de curto prazo'', disse. ''O desempenho das exportações depende da perspectiva de médio prazo e da estabilidade da política de comércio exterior'', afirmou.
Lytha continuará no cargo até que Furlan nomeie o seu sucessor. Ela está de malas prontas para Washington, onde será consultora do Fundo Monetário Internacional (FMI) no Departamento de Assuntos Fiscais.


