Curitiba - A participação das micro e pequenas empresas do Paraná em compras públicas ainda é muito baixa. No primeiro semestre deste ano, as empresas paranaenses participaram com R$ 130 milhões em compras com o governo federal. Do total, de 495 mil micro e pequenas empresas do Estado, apenas 11 mil são cadastradas para vender produtos ou serviços para o governo federal.
Este número já foi bem menor e contabilizava 8 mil empresas há cinco anos.
Para ampliar as compras públicas foi assinado ontem um acordo de cooperação técnica entre representantes do Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Estado do Paraná, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR), Associação dos Municípios do Paraná (AMP) e do Sebrae-PR.
O coordenador de políticas públicas do Sebrae-PR, César Rissete, disse que o acordo terá ações de capacitação do TCE para os servidores públicos e do Sebrae para as micro e pequenas empresas. Segundo ele, a ideia é fomentar o empresariado local e, por outro lado, trazer mais competitividade nas compras para os municípios.
As vendas feitas por micro e pequenas empresas brasileiras para o governo federal entre janeiro e setembro de 2011 foram 14,7% superiores ao volume negociado no mesmo período em 2010. Nos nove primeiros meses deste ano, os pequenos negócios venderam R$ 8 bilhões apenas para o governo federal. Em 2010, nesse período, foram vendidos cerca de R$ 7 bilhões. O volume de 2011 é oito vezes superior ao de 2002.
Os números são da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Os R$ 8 bilhões comercializados representam 26% do total comprado pelo governo federal no período analisado. Em 2002, apenas 11% do total das transações foram feitas com micro e pequenas empresas. Somente as compras públicas federais representam 10% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
''Ainda há espaço para aumentar a participação dos pequenos negócios no fornecimento de produtos e serviços para órgãos governamentais'', acredita Rissete. Ele lembra que, apesar de representarem 99% dos estabelecimentos formais e responderem por 60% dos empregos com carteira assinada, as micro e pequenas empresas ainda têm participação tímida no PIB, de 20%.
Para ele, os empresários devem avaliar o governo como potencial cliente. ''Para conquistar esse mercado, é preciso de capacitação. As micro e pequenas empresas precisam cumprir regras que as compras públicas exigem'', afirmou.

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