Acordo põe fim a novo protesto de caminhoneiros
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sexta-feira, 28 de março de 2003
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba Um impasse criado pela Associação dos Postos de Combustíveis de Paranaguá provocou ontem novo fechamento do pátio de triagem do Porto de Paranaguá. Os postos estavam se recusando a trocar as cartas-fretes apresentadas pelos motoristas de caminhões, com o valor das diárias já reajustadas, conforme acordo firmado na noite de anteontem.
A recusa provocou novo protesto dos caminhoneiros e, com isso, a fila de veículos aumentou. Ontem à tarde, ela já estava no quilômetro 120 da BR-277, na saída para a região Norte do Paraná. Só no final da tarde, após entendimento com a Federação das Transportadoras de Cargas do Paraná (Fetranspar), os postos concordaram em pagar a diária e os caminhões voltaram a andar. Se nenhum outro contratempo ocorrer, a expectativa dos caminhoneiros, é que 4 mil veículos possam descarregar soja e farelo no Porto de Paranaguá neste final de semana.
O impasse foi provocado porque a Associação Comercial e Industrial de Paranaguá (Aciap), promotora do acordo, não previu a participação da Federação das Transportadoras de Cargas na negociação. Como cerca de 60% dos caminhões que estão na fila são vinculados às transportadoras, a Associação dos Postos procurou se preservar e só repassava o valor das diárias reajustadas para os motoristas autônomos, já que o Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos do Paraná (Sindicam) assinou o acordo.
O coronel Sergio Malucelli, diretor executivo da Fetranspar, criticou o fato de os operadores portuários e a Aciap terem firmado um acordo com o Sindicam, sem chamar o órgão que representa as transportadoras. ''Mas não vamos colocar obstáculos'', disse. Ontem à tarde mesmo, Malucelli garantiu que iria encaminhar documento à Associação dos Postos, autorizando a fazer o pagamento das novas diárias. Com isso, as transportoras se ressarcem junto às companhias exportadoras e cooperativas, que são as entidades que vão arcar com o custo do reajuste das tarifas.
Outro impasse que surgiu entre os motoristas, ontem, é que parte deles não concordava que a diária fosse paga somente após o caminhão passar a praça de pedágio na BR-277, no trecho entre Curitiba e o Litoral. Nessa fase de pico de safra, os caminhoneiros querem que o benefício comece a valer após passar o pedágio de São Luiz do Purunã, no caminho para Ponta Grossa.


