Acordo poderá impedir demissão no Banestado
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 03 de abril de 1998
Carmem Murara 
Os funcionários do Banestado querem fazer valer um acordo trabalhista assinado no ano passado para evitar demissões. Segundo o Sindicato dos Bancários, o governo do Estado assinou em fevereiro do ano passado um documento em que se comprometia a não demitir nenhum funcionário até fevereiro de 1999.
Em troca do benefício, os funcionários abriram mão de 7% dos salários. Com o anúncio do saneamento do Banestado, a instituição será obrigada a cortar até 3 mil funcionários no prazo de 12 meses.
A demissão de funcionários é uma exigência do Banco Central, que destinou R$ 300 milhões para financiar um programa de demissão voluntária (PDV). O presidente do Sindicato dos Bancários, Pedro Eugênio Leite, disse que a entidade não concorda com a demissão estimulada para enxugar os custos do banco.
A diretoria do banco espera a adesão de funcionários ao programa voluntário. Caso não ocorram as demissões, o Banestado já anunciou que tem a intenção de demitir funcionários mesmo sem justa causa. O banco se apóia na tese de que pode demitir trabalhadores celetistas porque estes profissionais não contam com estabilidade no emprego.
AçãoOs acionistas minoritários do Banestado entraram com uma ação na Justiça pedindo esclarecimentos sobre o processo de saneamento do banco. Se conseguirem o respaldo judicial, eles estariam garantidos contra perda de direitos, como aconteceu com os acionistas minoritários do Bamerindus, que ficaram sem seu patrimônio quando o banco foi vendido ao grupo inglês HSBC, no ano passado.


