O preço da gasolina vai variar de R$ 1,67 a R$ 1,72 e, o do álcool, de R$ 0,89 a R$ 0,94 a partir de hoje no Posto Manancial, em Londrina. As margens de lucro, fixadas entre R$ 0,12 a R$ 0,17 por litro, constam no termo de ajustamento de conduta que será assinado hoje pelo proprietário do Posto Manancial, Ilson Gomes, e pelo procurador do Ministério Público Federal, Mário Ferreira Leite. O acordo será assinado às 15 horas na sede da procuradoria e pode ser estendido à toda categoria.
''Vamos enviar ofícios para o Sindicombustíveis-PR e para as distribuidoras convocando-os para negociar'', disse Leite. Os donos de postos que formalizarem o acordo deixarão de ser réus na ação civil proposta há um mês contra cerca de 160 postos da cidade por formação de cartel.
Leite afirmou que, embora o mercado de combustíveis seja livre, o termo de ajustamento é legal. ''A intervenção do Ministério Público é legítima porque a limitação das margens de lucro vai de encontro aos interesses da população. É uma forma de combater o cartel.''
Leite encaminha hoje, à polícia federal, duas fitas cassetes entregues por Gomes à procuradoria, na sexta-feira. O procurador vai solicitar a perícia das fitas, juntando-as na ação civil contra os donos de postos e contra a prática de dumping por parte das distribuidoras.
''O dono do Posto Manancial tem sido pressionado por outros empresários do setor para não trabalhar com preços mais baixos do que os praticados pelos demais postos da cidade. Queremos garantir que ele possa trabalhar com as margens que julgar boas'', disse Leite. Segundo ele, a fixação de uma margem de lucro mínima visa impedir que os postos grandes trabalhem com preços abaixo do custo a fim de quebrar a concorrência.
O dono do Posto Manancial também entregou ao Ministério fotos feitas na semana passada do cartaz onde o Posto Esperança anunciava a venda do litro de álcool por R$ 0,60, promoção realizada na última quinta-feira. ''Esse preço é abaixo do custo e inviabiliza a concorrência'', reclamou Gomes.
O Posto Esperança enviou ontem à Folha uma nota de esclarecimento público onde diz que ''estará presente, se convocado, para oferecer às autoridades competentes todos os esclarecimentos necessários'' e que ''irá adotar a postura de praticar o menor preço da cidade, seja a que nível for''.

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