A Revista DBO Rural divulgou ontem em seu site (www.portaldbo.com.br) que o proprietário da Fazenda Bonanza, José Moacir Turquino, e a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal do Mato Grosso do Sul (Iagro) chegaram a um acordo que permite o sacrifício sanitário dos 1.075 bovinos da propriedade.
A Bonanza é o elo entre a aftosa do MS e do Paraná. Cerca de 400 bovinos foram tranzidos da propriedade a uma fazenda em Bela Vista do Paraíso (40 km ao norte de Londrina), do mesmo proprietário, e foram comercializados em um leilão em Londrina, no início de outubro. Segundo informações da revista, o sacrifício já começaria neste final de semana. O abate estava impedido por uma decisão judicial, uma vez que o Ministério da Agricultura não havia conseguido provar efetivamente a existência da doença na propriedade.
O superintendente do Ministério no MS, José Antônio Felício, não soube informar, ontem à noite, se o acordo havia sido mesmo fechado. No entanto, ele disse que participou na quarta-feira de uma reunião entre técnicos do Iagro, proprietários da fazenda e o advogado Ricardo Rocha Pereira. Segundo ele, a indenização oferecida aos proprietários é de R$ 897.145 mil, o que garantiria 100% do valor de avaliação. Em média, seriam pagos R$ 834 por cabeça.
A informação é contestada pelo advogado dos pecuaristas, Ricardo Jorge Rocha Pereira. Segundo ele, os seus clientes estão sendo pressionados e até ameaçados fisicamente para aceitar o sacrifício dos animais. ''Estão falando que estamos prejudicando o Estado inteiro, mas não aceitamos o foco de aftosa. Não aceitamos coisa que não existe'', afirmou. O advogado acrescentou, inclusive, que o Iagro já colocou na entrada da fazenda, as máquinas que farão as valas para enterrar os animais.

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