Rio de Janeiro - Enquanto não sai a assinatura do compromisso de fusão, os grupos Varig e TAM avançam no acordo de reorganização das malhas, que hoje completa quatro meses. Analistas do setor apontam que já houve uma redivisão de operação em grande número de cidades. As empresas informam que a oferta de vôos já foi cortada em 15% e que, de fato, houve uma reorganização operacional: em alguns destinos para onde iam jatos das duas empresas aéreas, vai apenas o de uma delas.
O diretor de planejamento de rotas e aeroportos da TAM, Armando Lucente, conta que as empresas procuraram evitar vôos sobrepostos e maior racionalidade das malhas aéreas, dentro do acordo de compartilhamento de vôos. Pelo acordo, as duas empresas podem vender bilhetes nos trajetos, mesmo que o avião e tripulação seja de apenas uma empresa. É o chamado vôo compartilhado. Lucente defende que a reformulação buscou ''dar sempre a melhor opção ao usuário''.
O vice-presidente de planejamento estratégico da Varig, Alberto Fajerman, argumentou que o conceito adotado foi o de produtividade da frota e adequação da oferta. ''Não houve uma divisão de mercado. Estamos usando o avião adequado em cada área. Não é um território para cada empresa e só ela poderia voar para a região'', disse o executivo, citando que a operação é conjunta e que um mesmo vôo pode ter assentos comercializados pelas duas empresas.

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