Acordo no Senado pode garantir hoje leilão do Banerj
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quarta-feira, 18 de junho de 1997
Agência Estado Brasília 
O governo do Rio de Janeiro tentará realizar hoje o leilão de privatização do Banco do Estado, o Banerj. A venda estava prevista para ontem e já foi adiada por duas vezes consecutivas. A expectativa é de que a privatização será possível depois do acordo firmado ontem entre o senador Ney Suassuna (PMDB-PB) e o Bloco Oposição. Pelo acordo, os oposicionistas não deverão dificultar a tentativa de se aprovar amanhã o empréstimo de R$ 3,088 bilhões da Caixa Econômica Federal (CEF) ao Estado do Rio, que permitirá a privatização do banco. O dinheiro será usado pelo governo para pagar dívidas trabalhistas e previdenciárias.
O acordo só foi possível depois que Suassuna, relator da matéria na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, concordou em incluir no projeto uma cláusula, exigida pela oposição, que obriga o governo do Rio a depositar o dinheiro do empréstimo em duas contas na CEF. Os recursos só poderão ser sacados para o pagamento de aposentadorias vinculadas ao fundo de pensão do Banco, no valor de até R$ 2,146 bilhões, e para pagamento de indenizações trabalhistas e outros débitos, limitados a R$ 942 milhões. Os rendimentos das contas também não poderão ser usados pelo governo para outras finalidades.
O novo parecer deverá ser votado amanhã cedo na CAE e, se aprovado, será levado para votação no plenário do Senado. O requerimento para que o projeto seja incluído na sessão de amanhã do Senado foi aprovado hoje, após a conclusão do acordo. O secretário de Indústria e Comércio do Rio, Márcio Fortes, disse que se a aprovação ocorrer até as 18 horas, o governo tentará completar as providências para realizar o leilão.


