Acordo não engessa governo, garante diretora do Fundo
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quinta-feira, 08 de agosto de 2002
Agência Estado 
Genebra - O apoio dos candidatos à Presidência ao acordo entre o FMI e o Brasil poderá acalmar os mercados. Esse é a esperança da vice-diretora-gerente do Fundo, Anne Krueger, que garante que as condições do pacote não engessam a política do próximo governo que tomar posse no Brasil. ''O acordo não amarra as mãos do próximo governo, apenas deixa claro que os alguns objetivos macroeconômicos que fazem sentido devem ser seguidos para que haja crescimento, e isso todos os candidatos querem'', afirmou Krueger, de passagem por Genebra.
Sobre o volume do pacote, o maior feito pelo FMI com um único país, Krueger garante: ''Não se tratou de generosidade. O Brasil é um país grande e que necessita de uma pacote grande.'' Segundo ela, o dinheiro terá de ser devolvido e terá de ser implementado de forma produtiva.
Krueger ainda deixou claro que o fato de o Brasil ter conseguido um acordo não significa que a Argentina também o terá. ''O Brasil e a Argentina estão em situações econômicas distintas. Não é o caso de adotar o mesmo pacote para os dois países. Continuamos trabalhando com a Argentina, mas temas cruciais ainda não foram solucionados'', afirmou a norte-americana, que lembra que o corralito e o programa monetário do governo são os principais obstáculos.


