Acordo na Renault e Audi evita greve
Os metalúrgicos da Renault e Volkswagen/Audi fecharam acordo salarial com as montadoras. Os trabalhadores concordaram que os reajustes sejam incorporados aos salários a partir do ano que vem, antes da negociação da próxima data-base, para evitar perdas salariais. Até lá, as montadoras concedem abonos que foram aceitos pelos trabalhadores. Com isso foi cancelado o indicativo de greve. Já os metalúrgicos da Volvo vão fazer nova assembléia na segunda-feira, para avaliar proposta da empresa.
Conforme o acordo, a Renault concede um reajuste de 10% no salário mínimo da categoria que sobe de R$ 600,00 para R$ 660,00. O índice de 10% será concedido para os trabalhadores com salários até R$ 1.500,00. Acima desse salário, a empresa concede um adicional fixo no valor de R$ 150,00. O reajuste será incorporado ao salário a partir de agosto de 2002.
Até lá, a empresa concede um abono no valor de R$ 2 mil por trabalhador, parcelado em quatro vezes. Em outubro de 2001, será concedida uma parcela do abono no valor de R$ 600,00 na forma de vale-alimentação. Em dezembro de 2001, o abono será de R$ 800,00, pago em dinheiro. Outras duas parcelas de R$ 300,00 cada uma, que serão pagas em forma de vale-alimentação em fevereiro e junho de 2002.
Para o sindicalista Núncio Manalla, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, o acordo foi bom porque não haverá perdas salariais. O reajuste de 10% que será incorporado ao salário representa a cobertura do índice da inflação de 7,31%, mais um aumento real de 2,51%. Em relação ao abono, concedido este ano, Manalla considera que o valor é superior à inflação do período e será concedido de forma que o trabalhador ''vai ter dinheiro no bolso''.
A Volkswagen/Audi concedeu reajute no valor de 7,31%, que será incorporado ao salário a partir de março de 2002 e abono no valor de R$ 600,00 que será pago em parcela única no dia 9 de novembro. O fator novo que animou os metalúrgicos foi a redução do percentual de salário fixo. Os metalúrgicos tinham 92% de salário fixo e 8% de salário variável, que alterava o valor em função da fixação de metas e de produção.
Conforme o acordo firmado, a empresa passa a pagar 98% de salário fixo e mais 2% de salário variável. Com isso, o salário mínimo passa de R$ 600,00 para R$ 686,45. Outra vantagem concedida no acordo foi a redução da jornada de trabalho de 43 para 42 horas semanais. (Vânia Casado)





