Brasília - O sucesso da negociação na Organização Mundial do Comércio (OMC) abre uma possibilidade de flexibilização nas discussões da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), disse ontem o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues. Ele fez a afirmação ao comentar as discussões desta semana em Brasília entre Mercosul e negociadores da União Européia (UE). Na opinião do ministro, há boa vontade de ambos os lados nas negociações, principalmente depois do resultado positivo da OMC.
Questionado se o Mercosul deveria aceitar a proposta da UE de negociação em duas etapas, Rodrigues disse que é possível aceitar esta proposta, desde que o acordo seja bom para os dois lados. ''Não pode haver parcelamento da etapa imediata'', afirmou.
No caso das carnes, por exemplo, a UE oferece aos países do Mercosul uma cota adicional de 100 mil toneladas, sendo 60% após o fim das negociações e 40% após a conclusão da Rodada Doha da OMC. A parcela inicial, no entanto, será definida, de acordo com o que propõem os europeus, em até 10 anos, o que significa na prática 6 mil toneladas por ano. Os volumes seriam assim divididos: 42,5% para o Brasil, 29,5% para a Argentina, 21% para o Uruguai e 7% para o Paraguai.

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