Carmem Murara
De Curitiba
Os trabalhadores do Porto de Paranaguá e o Órgão Gestor de Mão-de-Obra (Ogmo) chegaram ontem a um entendimento, depois de cinco horas de negociação intermediada pela Delegacia Regional do Trabalho, em Curitiba. Ambas as partes, que brigavam pela forma de contratação dos portuários, aceitaram adotar um período de transição até que se possa cumprir a lei 9719/98. Enquanto aguardam esta fase, o sistema convencional de requisição de trabalhadores continuará em funcionamento. Com o acordo, o terminal portuário voltou a funcionar normalmente a partir das 19 horas.
Os representantes dos sindicatos dos portuários comemoraram a decisão da DRT. ‘‘A delegacia do Trabalho entendeu que num momento de crise como este não daria para deixar milhares de trabalhadores sem emprego’’, afirmou o presidente do Sindicato dos Estivadores, Ubirajara Maristany. Ele considerou uma vitória para os portuários o fato de a contratação ter retornado à forma antiga, mas diz que o Ogmo também sai vencedor, pois após o período de transição poderá fazer cumprir a lei.
A lei 9719 determina que o Ogmo será o responsável pela requisição de trabalhadores para movimentação de qualquer terminal portuário. Fica determinado ainda que os trabalhadores registrados no órgão e no sindicato terão preferência na contratação.

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