Acordo entre OceanAir e BRA aumenta rotas de viagem
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quarta-feira, 13 de junho de 2007
Maigue Gueths<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A OceanAir e a BRA anunciaram, ontem em Curitiba, um acordo operacional que vai permitir que as duas companhias aéreas compartilhem suas rotas de viagem dentro do mercado doméstico. Na prática, a aliança entre as empresas vai significar aumento na quantidade de rotas oferecidas pelas duas empresas e menor tempo de deslocamento. A operação compartilhada das empresas entra em vigor a partir de segunda-feira.
Com a aliança as duas empresas passam a atender, inicialmente, 55 cidades brasileiras, das quais 15 são novos destinos. Segundo o diretor executivo da Ocean Air, Renato Pascowitch, hoje a BRA atende 24 cidades e a OceanAir 25, mas muitas são comuns às duas. Para atender o mercado conjunto, serão disponibilizadas 28 aeronaves de vários tamanhos, de forma a atender de forma adequada cada destino. Dessas, três são para reserva, no caso de emergências.
O acordo entre as empresas também vai ampliar a oferta de vôos das duas companhias aéreas no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Esse aumento é resultado de uma estratégia das empresas que, para evitar os congestionados aeroportos paulistas, decidiram ''desviar'' o centro de conexões de São Paulo para seis novos centros de conexões: Curitiba, Brasília, Cuiabá, Rio de Janeiro, Salvador e Recife.
Outro diferencial é a opção por atender cidades de menor porte ou não atendidas, ainda, pela concorrência. Com isso, a partir de segunda-feira, as duas empresas passam a oferecer 13 vôos diários a partir de Curitiba, com destino a Porto Alegre, São Paulo, Campo Grande, Rio de Janeiro, Cascavel e Foz do Iguaçu. Outra novidade será a oferta de vôos de Curitiba para várias cidades do Nordeste, com uma escala ou conexão no Rio de Janeiro. Dentro de no máximo 60 dias, as empresas também operarão vôos para Londrina, a partir de Curitiba.
Com as mudanças, a expectativa das empresas é dobrar suas fatias, e chegarem juntas a 8% do mercado da aviação nacional até o final do ano. Hoje, segundo Pascowitch, a BRA e OceanAir têm pouco mais de 2% do mercado cada uma. A Gol e TAM detêm 96% do mercado.


