Agência Estado
De São Paulo
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Clóvis Carvalho, confirmou ontem a renovação do acordo automotivo emergencial. Os metalúrgicos das montadoras e da indústria de autopeças têm emprego garantido até o dia 30 de novembro e os preços dos carros ficarão congelados até 30 de setembro.
O governo federal manteve as alíquotas de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) vigentes na segunda fase do acordo: 7% para carros populares e 20% para os médios. O governo recuou da idéia de manter preços por 60 dias. Mas venceu na manutenção de um bônus de R$ 375,00 que as montadoras deram nas duas primeiras etapas do acordo e que queriam retirar nessa nova fase. O ministro disse que a redução de 60 para 30 dias no prazo de manutenção dos preços faz parte da negociação. Segundo ele, para o governo federal ‘‘a variável mais importante era a manutenção de emprego’’.
‘‘O governo, que também oferecia uma proposta mais generosa de IPI reduzido, também reduziu o prazo de manutenção do tributo mais baixo por 30 dias’’, completou. Carvalho não quis fazer previsões sobre a possibilidade de uma onda de desemprego no setor a partir de 1º de dezembro. ‘‘O mundo dos possíveis é sempre infinito’’, destacou. Para ele, o imposto reduzido deverá fazer o consumidor comprar mais.
O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), José Carlos Pinheiro Neto, demonstrou satisfação com o acordo, principalmente porque foram mantidas as regras da segunda fase. A princípio, o governo queria aumentar o IPI em um ponto percentual.
Para o executivo, o mais importante é a garantia do emprego. Continuam, porém, fora do acordo os 1.200 empregados da Ford que estão no sistema lay off (os que estão afastados em razão da queda de produção).

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