Acordo combinado seria a melhor opção para o País
Genebra - Para o Bird, o verdadeiro benefício para o Brasil seria a combinação dos dois acordos (Alca e Mercosul-UE). Juntos, os dois blocos gerariam um resultado de US$ 9,5 bilhões ao País, com um aumento de 5,2% do poder de compra das populações mais pobres. Nesse cenário mais do que ideal, as exportações brasileiras de produtos agrícolas aumentariam em 75%, ainda que o País tivesse de estar preparado para duplicar suas importações de manufaturados.
Outra opção para o País seria se concentrar nas negociações multilaterais da Organização Mundial do Comércio (OMC). Caso a atual rodada de negociações se conclua com uma queda de 50% nas tarifas de importação dos países e na eliminação dos subsídios à exportação, o Brasil somaria um lucro de US$ 4,5 bilhões. De acordo com este cenário, as exportações agrícolas aumentariam 58% e as de manufaturados teriam uma queda de 14%. Além disso, a importação de bens manufaturados sofreria um acréscimo de 47%.
Seja qual for o cenário, o Bird estima que os acordos comerciais ajudarão o Brasil a combater a pobreza. Pelos dados da entidade, em todos os cenários quem mais ganharia seria a população mais carente, que seria beneficiada por uma maior demanda em empregos em setores que estejam se beneficiando dos acordos. Entre os países do Mercosul, a população mais beneficiada seria a do Uruguai, que teria um aumento no percentual de consumo de até 43%.





