Acordo com Petrobras encerra greve de petroleiros
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sexta-feira, 27 de março de 2009
Folhapress 
São Paulo - Após cinco dias de paralisação, os funcionários da Petrobras decidiram encerrar a greve iniciada na última segunda-feira. Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a entidade aceitou a proposta da estatal, mas ela ainda precisa ser ratificada pelas assembleias dos sindicatos.
A proposta é aceitável, é boa, mas são as bases que vão dizer que realmente termina (a greve), disse o diretor de Finanças da FUP, José Genivaldo da Silva. Segundo ele, porém, todos devem aprovar o que foi oferecido.
No que diz respeito ao PLR (participação nos lucros e resultados), a Petrobras ofereceu 3,5%, acima dos patamares inicialmente oferecidos (3,17% e 3,3%). Sobre a remuneração dos acionistas, ficará entre entre 13,% e 14% -historicamente, a remuneração fica entre 11% e 12%.
Os sindicatos também pediam melhores condições de trabalho e de segurança, com redução de acidentes nas dependências da companhia. Em relação a isso, ficou acordado que haverá reuniões específicas com os grupos de exploração e refino para aprimorar o treinamento.
Repar faz acordo
A Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária (região metropolitana de Curitiba), realizou ontem, no início da tarde, a troca de turno com o acompanhamento do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro PR/SC). Na quinta-feira a empresa e o sindicato fecharam um acordo durante audiência na 2ªVara do Trabalho de Araucária para regularizar a operação da unidade sem que trabalhadores sejam sujeitos a jornadas de trabalho superiores a oito horas.
Para o presidente do sindicato, Silvaney Bernardi, foi uma vitória dos petroleiros. Para nós é um momento histórico já que os trabalhadores que estavam na equipe de contingência estavam expostos a riscos que o Sindipetro vinha denunciando com frequência, declarou.
Na sexta-feira, o sindicato e oficiais de Justiça acompanharam a troca de turno na refinaria. O Sindipetro indicou parte dos funcionários da nova equipe de contingência que assumiu a operação da unidade. Enquanto a paralisação continuar, oficiais de Justiça devem continuar a acompanhar as trocas de turno da refinaria. (Colaborou Rosiane Correia de Freitas/Equipe da FOLHA)


