Buenos Aires ''Isto significa o retorno da Argentina para o mundo''. Com esta frase, o chefe do gabinete de ministros, Alfredo Atanasof, celebrou ontem o fechamento do acordo do governo do presidente Eduardo Duhalde com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
''É o fim da etapa de isolamento na qual estávamos mergulhados desde fins do ano 2001'', afirmou. O ministro da Economia, Roberto Lavagna, artífice do acordo, também brindou: ''O acordo permitirá que continue o processo de recuperação da economia. É um impulso adicional à reativação''.
O presidente Eduardo Duhalde também estava satisfeito, mas tinha alguns lamentos a fazer: ''O acordo poderia ter sido de maior duração, mas isso não foi possível por culpa dos candidatos presidenciais, que não proporcionaram consenso político''.
No entanto, Duhalde admitiu que este tipo de consenso era impossível por causa do clima existente de campanha pré-eleitoral. A Argentina terá eleições presidenciais em abril, e um dos principais alvos das críticas feitas pelos presidenciáveis é o acordo com o FMI.
''El Cabezón'' (O Cabeção), como é conhecido Duhalde popularmente, sustentou que a partir do fechamento do acordo com o Fundo, ''vai ocorrer uma mudança espetacular de ânimo na população, que gerará ao próximo governo uma situação totalmente diferente''.
O ''retorno'' da Argentina ao mundo permitirá que o país recupere créditos concedidos pelo Banco Mundial, mas que estavam suspensos desde o calote do país a esse organismo financeiro. No total, nos próximos cinco anos, a Argentina receberia US$ 1,8 bilhão. Os empréstimos, um total de 33, são destinados principalmente para os programas sociais.
Além disso, ainda está pendente um crédito de US$ 600 milhões que estava sendo negociado no momento em que a Argentina deu o calote ao Banco Mundial. Além do governo federal, diversos governos provinciais também receberão créditos. No total, graças ao ''tratado de paz'' com o FMI, a Argentina receberá fundos extras de US$ 3 bilhões.

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