Acordo com México favorece a soja
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 13 de junho de 2002
Agência Estado 
São Paulo O anúncio do acordo de redução das alíquotas de importação do México para os produtos do complexo soja abre uma importante perspectiva para o Brasil, de acordo com a analista Amaryllis Romano, da Tendências Consultoria Integrada.
Segundo a consultora, os mexicanos têm um grande parque esmagador (que processou em média 4,2 milhões de toneladas nos últimos três anos), sem contar com uma produção interna do grão suficiente para abastecê-lo.
O México também não produz todo o volume de farelo que consome. Esses dados associados às novas alíquotas abrem um importante mercado para escoamento da produção brasileira.
As compras mexicanas de soja do Brasil aumentaram 748% nos últimos três anos (passando de 25,6 mil toneladas em 1999 para 217,1 mil toneladas em 2001), conforme cálculo de Amarlyllis Romano. Ainda assim, destaca a consultora, as vendas do Brasil representam somente cerca de 5% do total importado de grãos pelo México, em 2001.
As compras de farelo foram iniciadas neste período (zero em 1999 e 581 mil toneladas no ano passado). No caso do óleo de soja, o comércio bilateral entre os dois países tem sido nulo.
O acordo abre a perspectiva de aumento do superávit gerado pelo complexo soja nacional nas transações com o México, que foi de US$ 37 milhões em 2001.


