Das agências
De Pequim e Genebra
Depois de 13 anos de conversas formais e de seis dias de negociações intensas, China e Estados Unidos assinaram acordo removendo as barreiras comerciais entre os dois países, abrindo caminho para a China na Organização Mundial de Comércio (OMC).
O acordo obriga a China a reduzir em cerca de 23% as tarifas de importação de produtos norte-americanos e a ampliar o acesso de bancos, seguradoras, empresas de telecomunicações e filmes norte-americanos ao mercado chinês.
Para ingressar na OMC, a China ainda precisa negociar o acesso ao mercado com outros países, em especial os pertencentes à União Européia (UE). O acordo afetou as operações na Bolsa de Valores de Hong Kong, fazendo com que as ações chegassem ao valor mais alto registrado nos últimos dois anos.
A Embaixada norte-americana na China informou ainda que o governo chinês eliminará subsídios às exportações, duplicará o número de filmes norte-americanos que podem ser exibidos nos cinemas e permitirá que empresas norte-americanas financiem a compra de automóveis. Além disso, a China deverá também permitir um volume maior de importação de trigo, milho, arroz e algodão dos Estados Unidos.
O acordo anunciado ontem entre China e Estados Unidos sobre a OMC não implica a adesão imediata de Pequim à Organização Mundial do Comércio, destacaram esta segunda-feira em Genebra fontes ligadas à organização comercial. Devido ao sistema da OMC, é muito pouco provável que a China se torne membro com plenos poderes na conferência ministerial de Seattle (30 de novembro a 3 de dezembro), mas poderá participar ativamente como membro observador.
Segundo o complexo processo que regulamenta a adesão de um país, a China deve concluir negociações bilaterais com todos os países que pediram para negociar com Pequim sobre as condições de sua entrada na OMC. O Brasil inclusive.

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