Brasília - Os governos do Brasil e a da Argentina decidiram reabrir, no próximo mês, as discussões sobre o acordo automotivo entre os dois países. Fechado em junho de 2000 e revisto em 2002, o acerto prevê a liberalização completa do comércio bilateral do setor a partir de 2006.
A informação foi dada ontem pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Fortes de Almeida, antes de embarcar para Buenos Aires, onde lidera a equipe do governo nas negociações sobre restrições à entrada de eletrodomésticos brasileiros.
''Vamos reestudar toda a política automotiva, reabrir todas as suas regras para reanalisá-las'', afirmou Almeida. Ele não entrou em detalhes sobre os tópicos que serão renegociados.
Segundo Almeida, uma reunião entre representantes dos governos e do setor automotivo de cada país ocorrerá na próxima semana, em Bruxelas, à margem da nova rodada de negociações do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Européia.
Fogões - A equipe do governo brasileiro embarcou na noite de ontem para Buenos Aires com a expectativa de que os empresários dos dois lados já tivessem alcançado um acordo sobre o comércio bilateral de fogões. Ciente do atraso e da mudança do local da reunião, provocado por manifestações populares, Fortes de Almeida declarou-se disposto a manter o mesmo ''espírito conciliador'' com o qual vem negociando as pendências no comércio com a Argentina desde dezembro passado.
Entretanto, reiterou que não discutiria nenhum outro setor, entre hoje e amanhã, a não ser os eletrodomésticos.''Só vou negociar o que está na pauta'', afirmou. ''Não vamos reabrir nenhum outro acordo que já fechamos'', completou, referindo-se aos acertos que limitaram as exportações brasileiras de têxteis e calçados, entre outros, para a Argentina.

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