Curitiba - Um acordo entre a Associação Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) pôs fim ontem à greve nacional dos fiscais. A categoria aceitou proposta de reajuste salarial de 20% - 10% a serem concedidos em janeiro e os outros 10% em junho de 2006.
Os fiscais federais retornam ao trabalho na segunda-feira. Os itens da pauta que não foram atendidos seguem em negociação. Será criado um grupo de trabalho para estudar o plano de carreira da categoria. O grupo será formado por representantes do Mapa, do Ministério do Planejamento e da própria Anffa.
A assessoria do ministério informou que, devido à suspensão da greve, foram cancelados o edital para contratar em caráter emergencial novos profissionais nas áreas de veterinária e agronomia e a transferência para os Estados da responsabilidade pelas atividades exercidas pelos fiscais federais agropecuários. Os fiscais estaduais de defesa agropecuária do Paraná, por sua vez, ameaçam iniciar greve. Eles exigem a criação de um plano de carreira próprio, que inclui aumento do piso salarial (de R$ 1,8 mil para R$ 3,3 mil).
Anteontem, o Mapa publicou instrução normativa na qual reduziu a área de risco sanitário no Paraná de 25 para dez quilômetros de raio a partir das quatro propriedades onde há suspeita de aftosa (localizadas nos municípios de Amaporã, Loanda, Grandes Rios e Maringá).
As autoridades do serviço veterinário no Estado do Paraná deverão publicar e divulgar a relação das propriedades localizadas na área de risco sanitário. Até que isso seja feito, seguem em vigor os limites estabelecidos anteriormente. De acordo com a assessoria da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), seriam 791 propriedades dentro da área de risco e a lista com os nomes delas deve ser publicada na segunda-feira. A instrução também reduziu a área de risco no Mato Grosso do Sul.
A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) comemorou a resolução. ''Agora precisamos levar adiante o processo. Concluir as análises laboratoriais e afastar essa suspeita de vez'', afirmou Carlos Augusto Albuquerque, assessor da presidência da Faep. A assessoria da Seab informou que ainda não há previsão de quando será feito recolhimento de material dos animais suspeitos para realização de novas análises.

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