Vale ON
subiu

Dólar
desceu

Ações tiveram alta de 1,58% no primeiro pregão da semana
O clima de otimismo no mercado internacional foi determinante para o bom desempenho do Índice Bovespa, que operou em alta durante todo o pregão desta terça-feira (21) e fechou com ganho de 1,58%, aos 74.594,61 pontos. Os esforços do governo na articulação para a votação da reforma da Previdência também foram citados como influência positiva para os negócios, embora o tema ainda esteja cercado de cautela. O volume de negócios somou R$ 13,6 bilhões, inflado pelos R$ 3,59 bilhões movimentados no exercício de opções sobre ações. A valorização firme das ações levou em conta não apenas as altas das bolsas de Nova York no dia, mas também os seus ganhos na véspera.

Setores financeiro, elétrico e mineração foram destaques
Na máxima do dia, o Ibovespa chegou aos 75 073,28 pontos (+2,23%). Os destaque foram os setores financeiro, elétrico e mineração. As ações da Petrobras subiram durante parte do dia, mas perderam fôlego no final e recuaram. Vale ON avançou 3,43%, apesar da baixa do minério de ferro. Entre os bancos, os destaques ficaram com Bradesco PN (+2,29%) e Itaú Unibanco PN (+2,00%). "A melhora de humor, reunindo fatores internos e externos, favoreceu uma recuperação importante do Ibovespa. Isso pode abrir espaço para que as ações dos bancos passem a precificar os lucros apontados nos balanços trimestrais", disse Ariovaldo Ferreira, gerente de renda variável da H.Commcor.

Moeda americana tem movimento negativo
O dólar se firmou no campo negativo e bateu cotações mínimas na terça, acompanhando o movimento da moeda americana no exterior e refletindo o cenário mais favorável para moedas de países emergentes. No campo doméstico, a expectativa de que a reforma da Previdência seja votada na Câmara dos Deputados ainda neste ano reacendeu o otimismo dos investidores. Na reta final do pregão, porém, a valorização do real perdeu intensidade após declarações de parlamentares do DEM de que não há votos suficientes para aprovar a reforma. O dólar à vista fechou em baixa de 0,32%, a R$ 3,2518. O giro financeiro foi de US$ 2,168 bilhões. Na mínima, chegou a R$ 3,2411 (-0,65%) e, na máxima, R$ 3,2658 (+0,11%).

Cena política sustenta queda dos juros futuros
A melhora na perspectiva para a aprovação da reforma da Previdência ainda em 2017 sustentou os juros em queda, num dia também favorável a ativos de economias emergentes. Mas as taxas reduziram o ímpeto na etapa estendida. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 terminou a sessão regular em 7,19% e a estendida em 7,21%, de 7,22% no ajuste anterior e a do DI para janeiro de 2020 caiu de 8,46% para 8,42% na regular e voltou para 8,46% na estendida. A taxa do DI para janeiro de 2021 encerrou a regular em 9,25% e a estendida em 9,28%, de 9,30%, e a do DI para janeiro de 2023 recuou de 10,11% para 10,01% na regular e 10,04% na estendida.

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