O Comitê em Defesa do Banestado apresentou duas medidas jurídicas contra o leilão de venda do banco. Uma terceira está sendo preparada para esta semana. Assessores jurídicos das entidades que fazem parte do Comitê vão seguir os passos dos advogados paulistas que estão protelando a privatização do Banespa há pelo menos dois anos. ‘‘Nosso objetivo é atrasar o máximo possível a data da venda até conseguir o cancelamento total do processo’’, diz o presidente da Federação dos Bancários da Central Única dos Trabalhadores (Fetec) no Paraná, Ivo Luska.
A primeira medida jurídica do Comitê foi a apresentação de denúncia ao Tribunal de Contas do Paraná (TC) de irregularidades em um dos editais de privatização do banco. Foi montada uma comissão técnica para analisar a procedência da denúncia e em dez dias ela deve apresentar um relatório final ao presidente do órgão. Depois disso, os conselheiros decidem se há procedência na denúncia.
‘‘Mostramos que o edital favoreceu os bancos CCF e Fator e por isso estamos defendendo o cancelamento da concorrência’’, explica Luska. Outra medida judicial foi uma medida cautelar na vara cível de Curitiba suspendendo toda a privatização. O juiz ainda não se pronunciou. ‘‘Ele solicitou documentos para analisar a antecipação de tutela, mas se até a próxima semana o processo não for despachado, vamos fazer plantão para acelerar’’.
Advogados do Comitê analisam a possibilidade de ingressar com pedidos de liminar na Justiça. Bancários paulistas já apresentaram mais de 20 ações contra a venda do Banespa.(E.C.)

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