Ações pretendem melhorar renda dos pecuaristas
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 24 de julho de 2006
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
Os baixos preços da arroba do boi pagas ao produtor e a consequente queda de rentabilidade levaram toda a cadeia produtiva da carne a discutir o assunto ontem à tarde. Durante a reunião, realizada na Sociedade Rural do Paraná, foi elaborada uma agenda positiva com ações que visam melhorar a renda do produtor. Participaram do encontro representantes da Rural, dos sindicatos da Indústria da Carne e Rural de Londrina e da Associação dos Produtores de Bovinos de Corte.
Entre as estratégias definidas estão: o desenvolvimento de um trabalho para o resgate do status de zona livre de febre aftosa com vacinação ao Paraná; derrubar as restrições sanitárias impostas pelos outros Estados aos animais vivos oriundos do Paraná; criação de uma agência estadual de sanidade agropecuária; elaboração de um programa de divulgação da qualidade paranaense; e a luta constante contra o abate clandestino. As ações definidas nesta agenda devem começar a ser operacionalizadas a partir da próxima semana.
''A rentabilidade do produtor é deficitária e, dependendo do uso da tecnologia e da qualidade do produto, pode chegar a 20%'', informou o presidente da Rural Alexandre Kireeff. Ele reconhece que a queda de preços da arroba ocorreu devido à confirmação - feita pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - dos sete focos de febre aftosa no Paraná. Além disso, pontos da macroeconomia como a política econômica e cambial também afetam negativamente o setor.
''O fato é que está havendo uma transferência de capital do produtor para algum outro lugar da cadeia que ainda não foi identificado, mas o consumidor não está sendo beneficiado'', salientou. E toda essa conjuntura está fazendo com que os produtores percam eficiência na produção de carnes. ''Além disso há os abates clandestinos, que são poucos, mas que não podem ser aceitos pela sociedade. Isso também desqualifica a carne paranaense'', avaliou.
''o mais rápido possível''. O prazo mínimo exigido pela Organização Mundial de Sanidade Animal (OIE) é de seis meses, mas os paranaenses devem estar atentos para cumprir a agenda definida no protocolo. ''A criação da agência estadual de sanidade agropecuária será levada para discussão na próxima reunião do Conesa (Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária)'', informou Kireeff.
Ainda serão traçadas estratégias de marketing para divulgar a qualidade da carne produzida no Estado. ''É fundamental que os mercados interno e externo sejam ampliados e se conseguirmos fazer com que o consumo per capita aumente um quilo já teremos gerado algum resultado'', comentou o presidente da Rural.


