Ações não despertam interesse
Os funcionários do Banestado têm até o próximo dia 12, quinta-feira, para reservar a cota de ações que pretendem comprar antes da privatização. Mas, por enquanto, os bancários não manifestaram o interesse em se tornar acionistas. O Clube de Investimentos Gralha Azul ou Grazul, único credenciado até agora para investir nos papéis do banco não havia registrado qualquer pedido até ontem, quando saiu o novo formulário para a adesão.
O prazo é considerado curto pelos administradores do Grazul. O diretor presidente José Roberto Carvalho pediu à Secretaria da Fazenda e Banestado a prorrogação do prazo até 30 de novembro, 14 dias antes da liquidação financeira do Banestado, marcada para 14 de novembro, quase um mês após o leilão de venda. A cota para os funcionários é de 10% das ações do Estado.
Na avaliação de Carvalho, os funcionários estão com receio de aderir às ações, pois temem perder dinheiro como ocorreu no passado. Muitos tiveram prejuízo com as ações do Banestado, que valiam R$ 0,563 e caíram para R$ 0,080 após o saneamento, afirmou. Na época, a participação acionária do governo no banco saltou de 61,6% para 94,4%. Mas Carvalho garante que a situação é diferente agora. O governo garante a compra das ações com um deságio de 50% do valor mínimo fixado para o leilão. Há ainda a garantia de que o banco comprador do Banestado seja obrigado a adquirir as ações caso os funcionários queiram vendê-las.(C.M.)





