Ações lideram ranking de aplicações
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segunda-feira, 30 de abril de 2001
Agência Folha De São Paulo 
As ações lideraram apertado o ranking das aplicações no mês de abril. Somente nos últimos dias de negócios do mês a Bolsa conseguiu superar os ganhos do dólar.
Quem investiu em uma carteira teórica igual à do Ibovespa (o índice que reflete as oscilações dos preços dos 55 principais papéis) acumulou ganho de 3,32%.
A valorização do dólar em abril ficou bastante próxima do ganho da Bolsa. O investidor que preferiu se desfazer da moeda norte-americana hoje embolsou ganho de 2,14% em relação ao fechamento do último dia de março.
O mês foi marcado por fortes oscilações nos valores dos ativos financeiros. A crise econômica na Argentina e o desgaste na base governista, com o caso do vazamento de informações do painel eletrônico do Senado, trouxeram bastante volatilidade ao mercado financeiro no período.
No último dia 25, a Bolsa paulista tinha queda acumulada no mês de 1,91%, enquanto o dólar acumulava valorização de 6,50%.
A virada só aconteceu nos negócios de quinta e sexta-feira da semana passada, com a sinalização de que deve ocorrer logo o swap (troca) da dívida argentina de curto prazo por uma de vencimento mais longo e os sinais de que a recessão nos Estados Unidos não está tão próxima como era esperado.
A Bovespa iniciou abril dando continuidade ao ruim desempenho que teve em março, diz Lucio Graccho, diretor de renda variável do HSBC Brain. Naquele mês, as perdas da Bovespa foram de 9,19%.
Graccho afirma que, apesar da recuperação da Bolsa nos últimos dias, vão ser necessários fatos concretos de recuperação da Argentina para o mercado acionário doméstico poder deslanchar.
Apesar de o ouro negociado na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros) ter dado ganho maior que a Bolsa - subiu 3,92% -, é importante lembrar que não se trata mais de uma aplicação típica, como foi no passado.
Já na renda fixa, a liderança foi do CDB (Certificado de Depósito Bancário) prefixado para grande investidores, com 0,99% de alta. Os fundos de investimentos atrelados ao juro interbancário - como os FIFs DI - renderam um pouco menos para quem apostou neles: 0,94%.
Para os investidores um pouco mais conservadores, que ainda preferem apostar nas aplicações em caderneta de poupança, o ganho no período foi de 0,66%.


