Curitiba - Quem pretende começar a investir em ações deve iniciar com pouco dinheiro. A partir de R$ 500 é possível comprar papéis sem muito custo. Em fundos de ações e clubes de investimento há aplicações a partir de R$ 100. O gerente geral do Instituto Nacional de Investidores (INI), Paulo Portinho, recomenda para quem aplica em fundos de ações, colocar todo mês uma pequena quantia para ver como funciona o mercado. Outra sugestão é montar um clube de investimentos com a família, os colegas de trabalho ou mesmo de faculdade.
  Ele recomenda começar com um dinheiro que não faça falta como aquele que é destinado para comida, remédios e outras necessidades básicas. Esses recursos devem ficar aplicados por um prazo mínimo de cinco a sete anos para trazer resultados. ‘‘As grandes fortunas são formadas entre 15 e 20 anos’’, disse.
  Outra dica importante é acompanhar sempre o lucro líquido, a receita bruta e os dividendos da empresa que a pessoa investe. Mesmo que o investidor contrate uma corretora ou profissional do mercado expõe o dinheiro ao risco. ‘‘O investidor consciente sabe os resultados das empresas’’, destacou. ‘‘Ficar milionário em bolsa não é impossível. Mas isso não acontece sem o poupador ter conhecimento da empresa que ele investe’’, afirmou.
  Ele disse que a aplicação não deve ser realizada em papéis de uma só empresa. ‘‘Não diversificar é um erro’’, disse. Portinho recomenda uma carteira de ações formada, no mínimo, por oito empresas. Segundo ele, há estudos que mostram que a renda variável traz um ganho maior que a renda fixa no longo prazo.
  Para o gerente do INI, ‘‘apostar que os juros vão subir é apostar contra o desenvolvimento do País’’ e apostar que as empresas vão ter lucros maiores é apostar no desenvolvimento do Brasil.
  Para quem nunca investiu em ações, ele recomenda que vá até uma corretora ou procure a corretora do banco. Em todas as operações de compra e venda é cobrada uma taxa de corretagem de no máximo 2%. Além disso, é cobrada uma taxa de custódia mensal para manter as ações na Câmara Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) que pode custar até R$ 30 por mês.
  Outra recomendação de Portinho é desconfiar de ganhos muito absurdos de alguns papéis. Mesmo quando a ação sobe muito, o investidor deve estar atento. Hoje, os setores com lucros mais protegidos são petróleo, bens de consumo como vestuário e alimentos, energia e telefonia. São áreas que devem perder menos. As perdas maiores devem ocorrer nas áreas
de siderurgia, bens de capital
e mineração.

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