Ações foram a melhor aplicação em fevereiro
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terça-feira, 29 de fevereiro de 2000
Agência Estado <br> De São Paulo 
O investimento em ações fechou fevereiro na liderança do ranking das aplicações financeiras. No período, o Ibovespa, que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa paulista, subiu 7,76%. Em segundo lugar, ficou o ouro, com alta de 1,57%. Com o tombo da inflação em fevereiro, todas as aplicações de renda fixa - até mesmo a caderneta - ofereceram rendimento real, superando o IGPM da FGV, que subiu 0,35%. As aplicações mais rentáveis do setor foram os fundos DI e os fundos de renda fixa, que renderam 1,20%. O dólar, por sua vez, foi má opção de investimento em fevereiro. O paralelo caiu 3,44%, enquanto o comercial recuou 0,95%.
Mesmo liderando o ranking dos investimentos, o desempenho da bolsa poderia ter sido melhor. A Bolsa paulista começou o mês subindo com vigor no dia 8 o Ibovespa fechou em nível recorde, com 18.685 pontos. As incertezas em relação ao mercado externo, no entanto, mudaram essa trajetória e provocaram um movimento de realização de lucros. O temor de uma alta mais forte dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) aumentou o sobe-e-desce da bolsa americana, contaminando o mercado doméstico. Além disso, a elevação do preço do petróleo no mercado internacional prejudicou um pouco o desempenho da bolsa, já que levou o Copom a manter os juros básicos em 19% ao ano.
Na renda fixa, os fundos DI e os fundos de renda fixa tiveram rentabilidade de 1,20%, seguidos pelos CDBs, com 1,13%. A caderneta registrou mais uma vez o pior desempenho: 0,73%.


