Investir em ações ou em títulos do governo ainda pode causar temor em pessoas com perfil conservador, mas têm sido as opções que mais proporcionaram rentabilidade ao investidor nos últimos tempos. Esses investimentos têm superado de longe a tão propalada caderneta de poupança. Enquanto a poupança rendeu 8,10%, o índice da Bolsa de Valores de São Paulo (IBovespa) fechou 2004 em 17,81%. Já os títulos do governo renderam no ano passado entre 13,80% a 21%. Esses índices superam, inclusive, os 12,41% da inflação medida pelo Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M).
O importante hoje, aconselha o diretor da Petra-Personal Trader Corretora de Valores, com sede em Curitiba, Gustavo Deodato, é fazer uma diversificação do patrimônio, optando tanto pela renda fixa (fundos de bancos ou títulos do Tesouro Direto) ou variável (bolsa de valores). Na bolsa de valores as aplicações são permitidas a partir de R$ 500 e na renda fixa, acima de R$ 200.
As aplicações na bolsa de valores, por exemplo, são aconselháveis para investimentos a longo prazo acima de três ou cinco anos período em que se pode verificar a valorização das ações de uma empresa. Deodato informa que atualmente as melhores empresas para investimentos são: Gerdau (siderurgia), Vale do Rio Doce (mineração), Braskem (petroquímica), Fosfetil (agronegócio) e ainda bancos como o Itaú e Banco do Brasil, entre outros.
Para o pequeno e médio investidor que quer iniciar suas aplicações em ações, o diretor da Petra, recomenda entrar para um clube de investimento. Além de ser um instrumento interessante para a diversificação da carteira, permite investimento mínimo de R$ 500. Em 2004, o clube da Petra Corretora, por exemplo, rendeu 28,68%, superando o IBovespa.
Segundo Deodato, os analistas da corretora acompanham diariamente o mercado selecionando as melhores alternativas para investimentos. Com estratégia definida, disse ele, se consegue maximizar o resultado do clube ao IBovespa. ''Não tem nada de especulativo ou incerto. Ao contrário, a aplicação em ações de empresas lucrativas, administradas por empresários sérios, é uma alternativa extremamente rentável e de risco bastante controlado'', explica Deodato.

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