Ações do Brasil são as terceiras mais negociadas em Nova York
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sexta-feira, 03 de novembro de 2000
France Presse De São Paulo 
As ações das empresas brasileiras superaram as mexicanas e passaram a ser este ano as terceiras mais negociadas entre as estrangeiras na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). Georges Ugeux, vice-presidente da Área Internacional e de Pesquisa do mercado bursátil, disse à imprensa ontem que só há dois países no mundo que são maiores do que o Brasil em termos de volume de negócios na Bolsa de Valores de Nova York: Reino Unido e Finlândia. Finlândia conseguiu essa posição praticamente com a gigante Nokia de telefonia celular mundial.
Vinte e seis empresas brasileiras registradas na bolsa americana e negociadas em forma de Recibos de Depósito Americanos (ADR) alcançaram US$ 78 bilhões negociados este ano, o que representa metade do que foi negociado com papéis latino-americanos, frente aos US$ 58 bilhões negociados com os mexicanos.
Em 1995, dos US$ 72 bilhões de dólares negociados em ações de empresas da América Latina, apenas US$ 2 bilhões corresponderam ao Brasil e 45 bilhões ao México, segundo Ugeux. Há mais empresas interessadas em vir e estamos trabalhando com a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) para tentar criar uma aliança, assinalou.
A bolsa paulista pretende fazer parte da Bolsa Global (Global Equity Market), ainda em projeto e concebida entre as praças de Nova York, Paris, Amsterdã, Bruxelas, Tóquio, Hong Kong, Toronto, São Paulo, Sydney e México, o que significaria um mercado eletrônico aberto 24 horas e com 60% da capitalização mundial. Assim, a bolsa paulista espera recuperar parte dos ativos que preferiram nos últimos anos se negociar em Nova York, os quais somam US$ 300 milhões por dia frente aos US$ 350 milhões negociados na praça paulista, informou ontem o superintendente do Bovespa, Gilberto Mifano.


