Uma conjuntura favorável, sem apagões ou feriadões e com as empresas investindo em ações comerciais que estimulem as vendas, podem tornar o final de ano menos amargo para o setor supermercadista brasileiro. Segundo o presidente da Abras, José Humberto Pires do Araújo, a previsão de que as vendas do setor cresçam apenas 1% no ano em relação a 2000 pode ser ampliada para até 2% nessas condições.
Nos primeiros oito meses do ano, o faturamento do setor foi 2,17% superior em relação ao mesmo período de 2000. No ano passado, as vendas brutas atingiram R$ 68 bilhões (- 1,23% em relação a 1999). As vendas dos supermercados registraram uma queda de 2,63% em agosto na comparação com agosto do ano passado.
Em relação a julho, houve crescimento de 3,55%, já descontada a inflação, em razão da volta às aulas, da retomada das vendas dos produtos que tinham caído muito com o racionamento de energia e pelo esvaziamento do impacto sobre a renda causado pelo aumento das tarifas públicas.
Em janeiro os supermercados contavam com um aumento do faturamento de 4% para 2001.

mockup