Tornar o ambiente de ensino e das empresas de Tecnologia da Informação estimulante é uma das preocupações centrais do setor. Para formular estratégias de gestão de pessoas, o Arranjo Produtivo Local de TI (APL-TI) de Londrina convidou Maria Cristina Costa Consalter, psicóloga da área organizacional. A especialista, em um workshop realizado em Londrina, entre empresários, coordenadores de ensino e entidades representativas de TI detectou que o setor encontra-se fragmentado em suas ações para atrair novos talentos.
Segundo ela, manter atrativos como bons salários, plano de saúde entre outros benefícios assegura em parte a manutenção destes profissionais nas empresas. Entretanto, a psicóloga assevera que um bom ambiente de trabalho, com esquipamentos e espaços adequados, além de uma política de reciclagem profissional, podem fidelizar cada vez mais o funcionário de TI à empresa. Cristina lembra que a evasão profissional também poderá ser evitada até nas universidades, quando os currículos corresponderem aos interesses e expectativas dos alunos e das empresas.
Criar uma gestão sistêmica, como se refere a estudiosa, das relações humanas é outro desafio. Ela destacou a saída apontada pelos participantes do workshop, onde ficou definido a criação de uma organização central, com a participação do poder público, associações de TI e empresas. Segundo Cristina, isto possibilitará o setor ter uma visão do todo, podendo traçar ações conjuntas para falta de mão-de-obra e elaborar planos de crescimento.

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