Ações de bancos pioram após declaração de Bolsonaro
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terça-feira, 30 de abril de 2019
Agência Estado 
Ibovespa anula ganhos e chega à mínima
Uma declaração do presidente Jair Bolsonaro pedindo juros mais baixos no Banco do Brasil colocou um freio no movimento de alta do Índice Bovespa. O índice cedeu com a virada dos bancos para o terreno negativo e oscilou próximo à estabilidade durante todo o período da tarde. Ao final do pregão, o indicador marcou 96.187,75 pontos, com baixa de 0,05%. Durante sua participação na abertura da Agrishow, Bolsonaro defendeu a redução dos juros do Banco do Brasil para o fomento ao crédito rural. Ao final do pregão, BB ON ainda conseguiu variação positiva de 0,04%.
BB contamina ações do setor financeiro
A virada dos papéis do BB contaminou as demais ações do setor financeiro, que, juntas, representam cerca de 30% da composição do Ibovespa. Assim, o Ibovespa anulou os ganhos e chegou à mínima de 96.003,57 pontos (-0,24%). Bradesco PN caiu 1,31% e Itaú Unibanco PN perdeu 0,80%. A "contaminação" de outras ações de bancos se daria pela questão da competitividade, uma vez que as outras instituições seriam obrigadas a acompanhar uma eventual redução de juros do BB. Ainda na análise por ações, os papéis da Petrobras tiveram baixa de 0,46% da ação ordinária e alta de 0,44% da ação preferencial.
Dólar termina em alta de 0,24% a R$ 3,9409
O dólar voltou a subir após cair nas últimas duas sessões. Em dia de agenda doméstica esvaziada e mercado volátil pela manhã, operadores ressaltam que fatores técnicos pesaram, principalmente a disputa entre investidores para a definição do referencial Ptax de abril, que ganhou força na tarde desta segunda (29). No exterior, o dólar caiu ante a maioria das moedas fortes e emergentes, com a visão de que os juros podem ser cortados nos Estados Unidos no segundo semestre. No Brasil, o dólar à vista terminou em alta de 0,24%, a R$ 3,9409.
Taxas de juros oscilam com viés da alta
Os juros futuros começaram a última semana de abril em ritmo lento, oscilando majoritariamente com viés de alta ao longo da sessão. As taxas curtas e intermediárias subiram levemente e as longas ficaram estáveis. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou na máxima de 6,590%, de 6,556% no ajuste da sexta-feira (26), e a do DI para janeiro de 2021 subiu de 7,112% para 7,14%. A taxa do DI para janeiro de 2023 passou de 8,242% para 8,26%. A taxa do DI para janeiro de 2025 terminou em 8,78%, de 8,772%.


