Agência Estado
As ações da Brahma e da Antarctica dispararam ontem nas bolsas de valores. Uma alta já esperada e antecipada pelo mercado de Nova York na parte da manhã, onde os American Depositary Receipts (ADR) da Brahma tiveram valorização de 21%, logo na abertura do pregão.
Os papéis das duas companhias ficaram de fora do pregão de toda quinta-feira, retornando somente às 15h20 de ontem. A suspensão foi solicitada pelas próprias empresas para anunciar que estavam se associando.
Minutos após voltarem a ser negociadas no pregão de onteontem da Bolsa de São Paulo (Bovespa), as ações PN da Brahma já registravam valorização de 20,1% e a Antarctica ON avançava 27,5%, às 15h56, Polar PN registrava alta de 28% e Antarctica Nordeste PNA subia 25,2%.
Valorização tão forte tem uma explicação. ‘‘Todos vão querer ser acionistas da terceira maior companhia de cervejas do mundo’’, disse o sócio da Fama Investimentos, Fábio Alperowitch. Se o Cade aprovar a associação, a AmBev será a maior empresa privada brasileira.
O fortalecimento dos papéis da Brahma e da Antarctica indica a recepção positiva dos investidores ao grande negócio, mas apesar de toda comemoração, o governo promete analisar com cuidado especial esta associação, uma vez que as duas empresas passam a deter 70% do mercado nacional de cervejas.
No fechamento dos negócios de ontem, as ações preferenciais da Brahma eram cotadas a R$ 1.150,00, valorizadas em 15,1%, após atingirem alta máxima de 23% durante o pregão. As ações ordinárias da Antarctica fecharam a R$ 46,00, em alta de 15,0%. Durante os negócios chegaram a subir 30%.

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