Ações da Vale já subiram quase 40%
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sábado, 01 de junho de 2002
Agência Folha 
São Paulo Quem aplicou dinheiro do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) na compra de ações da Companhia Vale do Rio Doce está sorrindo. Desde a liquidação da oferta pública, no último dia 27 de março, as ações da Vale já renderam 39,63%, incluindo o desconto de 5% concedido pelo governo. Na sexta-feira, o papel fechou em alta de 1,45%, cotado a R$ 75,99.
Para ter direito a esse desconto, o investidor só poderá se desfazer das ações a partir do dia 27 de setembro, isto é, seis meses após a liquidação da oferta.
As ações driblaram a denúncia de cobrança de propina na privatização da mineradora em 1997, divulgada no início do mês pela revista Veja. A alta do dólar no mês favorece as receitas da companhia, que tem perfil exportador.
Com a valorização dos papéis da Vale, já há banco recomendando vender as ações. Um exemplo é a corretora do HSBC. A atual cotação já superou o preço-alvo de R$ 72,20 para a ação da Vale.
No entanto, se o investidor vender agora as ações, ele perde o desconto de 5%.
A Vale engorda suas receitas com a alta do dólar em ano eleitoral, marcado pela tensão e volatilidade. No entanto, essa vantagem pode ser anulada por uma notícia divulgada na semana que passou pela companhia.
A Vale vai vender este ano minério de ferro e pelotas até 5,47% mais barato para TKS (Thyssen Krupp Stahl).
Na última quarta, as duas companhias chegaram a um acordo sobre os preços dos embarques para 2002, que devem servir de referência para outros clientes da Vale.
A tonelada da pelota de alto forno será vendida por US$ 47,36, uma queda de 5,47% em relação ao preço do ano passado (US$ 50,10).


