As ações da Petrobras que sustentam o Fundo Mútuo de Privatização, com recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), tiveram uma valorização de quase 100% desde agosto do ano passado. Na época o trabalhador que optou por participar do Fundo com 50% de seu FGTS adquiriu as ações por R$ 34,46 e hoje elas estão cotadas em R$ 63,00.
No entanto, essa valorização não foi totalmente revertida para o Fundo, cuja variação acumulada no ano foi de 37,89%. Isso porque o Fundo é composto em sua maioria com ações da Petrobrás, mas também com papéis de renda fixa. Foi feito um ‘‘mix’’ entre os papéis para dar maior sustentação à aplicação, explicou o gerente de mercado da Caixa Econômica Federal, Elcio José Carvalho.
Essa rentabilidade supera qualquer investimento feita no período. Para se ter uma idéia, os CDI – Certificado de Depósito Interbancário – referência para as aplicações de renda fixa teve uma variação de 11,5% de agosto até agora. Já a Bolsa de Valores teve um desempenho negativo de 14,5% no período, que foi o índice Ibovespa médio.
Saúde financeira A variação do Fundo Mútuo de Privatização já inclui os R$ 2,00 pago por ação pela Petrobras, a título de distribuição dos lucros da empresa, o que ajudou a elevar o valor da ação no mercado. O dividendo demonstra a saúde financeira da empresa e que as perspectivas de investimento estão se mantendo, disse Carvalho.
A partir de agosto, os trabalhadores poderão fazer a transferência da aplicação do Fundo para o FGTS, sem pagar o pedágio fixado pelo governo. Atualmente quem quiser fazer essa transferência ainda paga um pedágio de 10%. Caso o trabalhador queira continuar com aplicação de parte do seu FGTS em ações da Petrobrás não terá nenhum impedimento.
A Caixa Econômica está enviando correspondência para os cotistas do Fundo paticiparem de assembléia em Brasília, para deliberar sobre alterações na aplicação. A CEF não antecipou o tema da assembléia.

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