Ações da Petrobras têm valorização de quase 100%
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sábado, 26 de maio de 2001
Vânia Casado De Curitiba 
As ações da Petrobras que sustentam o Fundo Mútuo de Privatização, com recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), tiveram uma valorização de quase 100% desde agosto do ano passado. Na época o trabalhador que optou por participar do Fundo com 50% de seu FGTS adquiriu as ações por R$ 34,46 e hoje elas estão cotadas em R$ 63,00.
No entanto, essa valorização não foi totalmente revertida para o Fundo, cuja variação acumulada no ano foi de 37,89%. Isso porque o Fundo é composto em sua maioria com ações da Petrobrás, mas também com papéis de renda fixa. Foi feito um mix entre os papéis para dar maior sustentação à aplicação, explicou o gerente de mercado da Caixa Econômica Federal, Elcio José Carvalho.
Essa rentabilidade supera qualquer investimento feita no período. Para se ter uma idéia, os CDI Certificado de Depósito Interbancário referência para as aplicações de renda fixa teve uma variação de 11,5% de agosto até agora. Já a Bolsa de Valores teve um desempenho negativo de 14,5% no período, que foi o índice Ibovespa médio.
Saúde financeira A variação do Fundo Mútuo de Privatização já inclui os R$ 2,00 pago por ação pela Petrobras, a título de distribuição dos lucros da empresa, o que ajudou a elevar o valor da ação no mercado. O dividendo demonstra a saúde financeira da empresa e que as perspectivas de investimento estão se mantendo, disse Carvalho.
A partir de agosto, os trabalhadores poderão fazer a transferência da aplicação do Fundo para o FGTS, sem pagar o pedágio fixado pelo governo. Atualmente quem quiser fazer essa transferência ainda paga um pedágio de 10%. Caso o trabalhador queira continuar com aplicação de parte do seu FGTS em ações da Petrobrás não terá nenhum impedimento.
A Caixa Econômica está enviando correspondência para os cotistas do Fundo paticiparem de assembléia em Brasília, para deliberar sobre alterações na aplicação. A CEF não antecipou o tema da assembléia.


